Indo na contramão de tudo do que se descreve nos dias
atuas ao que tange administração pública, quando um dos preceitos de
valorização, inclusive para não só se prestar um serviço público de qualidade,
mas, sobretudo, economizar utilizando-se da prerrogativa da terceirização, o
vereador/gestor da cidade de Conceição da Barra (Norte do Espírito Santo),
imitando as desastrosas administrações do pai que foi o rei dos salários de
servidores atrasados, resolveu acabar com as terceirizações na administração
pública municipal (especialmente no caso da frota de veículos), e reaproveitar
verdadeiras sucatas aposentadas a preço de ouro (dizem que o dinheiro que se
gastou para recuperar esses carros, daria para comprar 2 carros novos),
colocando em risco a vida de servidores, a população e passar a prestar um
serviço de péssima qualidade do poder público municipal.
Tentando fazer do curto mandato um trampolim para uma
reeleição de mandato verdadeiro (o vereador que está como um gestor interino),
achou que se devolvesse a frota municipal de veículos alugados iria conseguir substituir
veículos novos por sucatas recuperadas a preço de ouro com a mesma eficiência.
Quebrou a cara.
A ação do gestor era tentar mostrar uma espécie de desmoralização
da gestão que foi afastada, dizendo que estava economizando com os aluguéis da
frota de veículos que não passava de 0,5% do faturamento mensal da Prefeitura. Contudo,
o tiro saiu pela culatra.
Levando-se em conta diversos itens que eram motivadores
de economia com os veículos alugados, à exemplo de baixo consumo (veículos
velhos consomem bem mais). Manutenção inexistente (os veículos alugados quando
apresentavam defeitos eram imediatamente substituídos pela locadora, sem prejuízo
de manutenção e serviços pela Prefeitura). Segurança e rapidez no serviço público,
o que verdadeiramente aconteceu foi que Mateusinho acabou gastando uma
verdadeira fortuna na compra de peças e assessórios para conseguir colocar as
sucatas para rodar.
A de se ressaltar que muitas dessas peças compradas a
peso de ouro foram adquiridas juntos a lojistas amigos seus, sem que houvesse
nenhum tipo de concorrência, licitações, ou tomadas de preço. Tudo acontecendo
na chamada irregularidade jurídica.
Outro fator preocupante e que deixa à todos intrigados é
que parte dessas sucatas te seguro. Sendo assim, caberia a seguradora efetuar a
recuperação desses veículos, ou substitui-los se fosse identificado perda
total.
O resultado dessa tramada aventura (todos sabem que o
gestor tem um professor de peso que mesmo foragido da justiça tem orientado o
filho, quanto as artimanhas da administração pública), é que, grande parte
dessas sucatas vivem apresentando defeitos, e retornando quase que diariamente
para a oficina da garagem municipal.
Com isso, vidas de servidores e população são colocadas
em risco. O aumento de consumo é inevitável. O aumento das despesas com peças e
manutenção cresceu assustadoramente, e o pior, o maior prejudicado é a
população que tem um péssimo serviço prestado, ficando, muitas vezes, sem o
serviço por conta da teimosa, ou será que podemos dizer, da politicagem barata
do prefeito.
Fica então a pergunta que caberia até uma minuciosa
investigação por parte dos vereadores e do Ministério Público. O que será que
está por detrás disso tudo? E à quem interessa essa imprudência por parte do
gestor?




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