Depois do primeiro caso confirmado em 11/05 (78 dias
passados), a Barra já beira a marca de quase 200 casos de contaminação do
Covid-19, com 8 óbitos, e uma enorme quantidade de casos suspeitos a serem
confirmados, ou não (posição e projeção em cima do último boletim expedido pela
Secretaria de Saúde do município em 24/07), fica bem claro que o secretário de
Saúde da cidade Thiago Magela perdeu o controle sobre a pandemia do
Coronavirus.
A previsão estabelecida por nós acompanha a projeção de
2,13 casos por dia de contaminados na cidade, o que corresponderia a exatamente
em 78 dias contados a167 casos pessoas contaminadas até hoje.
Com uma projeção de 2.13 casos de contaminados por dia, fica
claro que as medidas tímidas utilizadas pelo secretário em comum acordo com o
prefeito da cidade não estão sendo o bastante para impedir a contaminação maciça
da população barrense.
Sobretudo porque, esse número diário de contaminação
achado por nós vem crescendo a cada dia levando-se em conta que nós primeiros
dias a contaminação demorava cerca de 5 dias para aparecer um contaminado.
As ações do secretário Thiago Margela, em conformidade
com o prefeito Mateusinho, se restringiu a fechar comércio, praias e a colocar
uma barreira sanitária na entrada da sede da cidade. As ações de limpeza e
esterilização de equipamentos e ruas, já eram obrigatórias e utilizadas antes
da Pandemia como ação higienizadora.
Para piorar as coisas, o prefeito e a Secretaria de Saúde
não conseguiu ao longo desses decretos, impor sua autoridade municipal e
praias, hotéis, pousadas e restaurantes estiveram sempre em atividade. O
Comércio, local foi o único que, por conta da iniciativa própria estabeleceu
normas e cumpriu as determinações dos decretos.
As reclamações e o medo foram aflorados nas redes
sociais, quando moradores reclamavam e alertavam o poder público sobre as
aglomerações e concentrações. Contudo, mesmo com toda as reclamações, tanto o
secretário, quanto o prefeito nada faziam a não ser mandar um único
representante da Defesa Civil tomar providências.
O resultado está ai. A contaminação está crescendo,
principalmente depois que, desmoralizado pela falta de fiscalização e ação
inibidora, o prefeito resolveu lavar as mãos e permitiu que tudo voltasse a
funcionar.
Outras cidades com o mesmo perfil turístico, também estão
abrindo suas atividades. Contudo, não da forma irresponsável como vem acontecendo
na Barra. Em Santa Cruz Cabrália (berço da civilização brasileira – Sul da
Bahia), a Prefeitura de lá também estabeleceu a reabertura de praias, hotéis e
pousadas. Contudo, é de se admirar a rigidez das regras preventivas que esses
estabelecimentos estão sendo obrigados a cumprir para o funcionamento nesse
período, e a fiscalização exercida pelo poder público. São regras que vão desde
a utilização de recipientes de esterilização, distanciamento, modo de higienização,
trato com os hospedes e vão até a utilização de coletores de lixo apropriados.
Essas ações não foram levadas em conta em Conceição da
Barra/ES. Os comércios e estabelecimentos estão abrindo do jeito que cada um
quer, apenas obedecendo regras tímidas como distanciamentos, uso do álcool em
gel e limites de pessoas, o que mostra que tanto secretário, quanto prefeito
não estão preparados para assumirem uma responsabilidade tamanha.

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